16 outubro 2016

A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

"Todos podem trair todos."
Curiosa que sou, tive meu senso crítico aguçado pela quantidade de resenhas conflituosas que este livro gerou (fora que duas amigas o recomendaram, logo, eu realmente não tinha como ignorá-lo). 
Pois bem, eis aqui a verdade: A Rainha Vermelha é tudo aquilo que falaram, positiva e negativamente.
Caso você tenha lido "A Seleção" e "Divergente" (e gostado), perdoará os delizes da autora e apreciará a leitura (afinal, há ação, suspense, pessoas sendo traídas a todo instante e uma protagonista durona). Caso contrário... considere isso um aviso.

A distopia escrita por Victoria Aveyard divide o mundo pela cor do sangue: prateado, para Membros da Corte, cidadãos ricos e naturalmente mais fortes e poderosos; e vermelho para plebeus, cidadãos pobres que são obrigados a servir à elite. Mare - a protagonista - e sua família, como você deve supor pelo título, pertencem a este segundo grupo.

"O mundo é prateado, mas também cinza. Não existem o preto e o branco."

E como você bem deve saber, em toda história há uma reviravolta. Nesta, Maure se torna a exceção: mesmo vermelha e sem ligação alguma aos prateados, descobre - após um incidente durante a "Prova Real", um baile da Cinderella macabro onde o Príncipe escolhe sua noiva com base em sua capacidade de destruir o mundo - ser mais poderosa que aqueles a qual temia. A partir deste momento, Mare Barrow é forçada a se desligar de sua antiga vida e se torna um peão no jogo de xadrez da Família Real.

De repente tendo que viver como uma nobre no meio da realeza, Mare lentamente se familiariza com Maven e Cal - herdeiros do trono -, ao mesmo tempo que recebe ajuda de Julian Jacos, tio de Cal e chefe da Casa Jacos, que ensina ela a controlar seus poderes, e Lucas Samos, guarda de segurança.

"É cruel dar esperanças quando não há nenhuma. Geraria apenas frustração, ressentimento e raiva: tudo o que torna a vida ainda mais difícil do que já é." 

"A Rainha Vermelha" não é uma obra impecável. Há furos no enredo e uma constante sensação de pressa por parte da autora, que ansiava tanto para chegar em determinadas partes que negligenciava outras. Além disso, caso você anseie pelo romance, desista. Apesar de haver um pseudo-triângulo amoroso, este não é o foco da história e a autora conseguiu destruir os dois casais em apenas três capítulos. Portanto, prepare-se para duas grandes decepções amorosas. 

Como disse anteriormente, todos os rumores são verdadeiros. A distopia escrita por Aveyard pode ser o melhor livro que você já leu, se escolher focar na ação e nas constantes reviravoltas que a trama sofre, ou o pior, caso atente-se para os furos no enredo e sinta-se decepcionada pelo caráter (ou a falta dele) de algumas personagens. A escolha é sua.


Título Original: The Red Queen #1
Título Brasileiro: A Rainha Vermelha #1
Autor(a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 422
Ano: 2015
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração

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