12 dezembro 2012

#Livro Doença e Cura

Oi, pessoal! Nossa, quanto tempo, não é? Sumi nesse último mês, mas morri de saudades a cada dia do blog e de vocês! Mas olha que coisa boa: passei pra segunda fase da Unesp! Tenho prova no domingo e na segunda e depois, se eu passar na USP e na Unicamp, as segundas fases serão só em janeiro, tempo o suficiente pra eu estudar e conseguir atualizar o blog pra compensar esses dias off. Enquanto isso, os posts serão escassos, porem terão.

A resenha de hoje é do primeiro livro que recebi do Book Tour do Selo Brasileiro, serão oito livros nacionais do grupo "Quem Quer Sentir Medo".

Ficha Técnica
Literatura Nacional
Título: Doença e Cura
Autor(a): Fabian Balbinot
Ano:
Editora: Editora Alcance
Páginas: 256
Sinopse: Em um submundo de sombras e poder, onde os vampiros são reais, surge uma entidade desconhecida, que perambula em uma incansável busca pelo sangue eterno dos mortos-vivos, enlouquecendo-os com pavores semelhantes aos que eles costumam infligir aos seres humanos, e usando os próprios humanos como iscas para atraí-los. Os vampiros são uma doença? Conheça a cura.



Os vampiros vivem nas sombras, alimentando-se do sangue humano sem que estes percebam, descrentes de sua existência. Ocupam o topo da cadeia alimentar. Imbatíveis. Imortais. Sanguinários. Mas não por muito tempo. Após séculos de domínio, o caçador transformou-se uma amedrontada caça que luta contra o desconhecido. Alguém – ou melhor, algo – veio tomar seu lugar e fazê-los de alimento. É astuto, inteligente e de longe muito mais forte que a antiga dominante raça vampira.

Ao invés de amores impossíveis, lutas entre clãs, entre lobisomens, ou outras raças noturnas, que nos deparamos em livros, filmes e séries, em Doença e Cura temos uma visão renovada do saturado tema vampiresco; aderindo à história ciência e biologia, como mutação, recombinação genética e evolução, andam lado a lado ao sobrenatural, dando a trama um ar realista e futurista que não deixou a desejar.

"Fora de controle, a fúria explodindo no peito, o homem ensandecido começou a balançar a cadeira de um lado para o outro, como um louco descontrolado faria em um manicômio."

Instigante, Doença e Cura trata-se de como o mundo vampiro reagiria se algo superior a ele aparecesse disposto a caça-lo, fazendo do sangue, outrora seu alimento, uma armadilha mortal; como o surgimento desse ser, dessa ‘peste vampírica’ afetaria, não apenas aos sanguessugas, mas também o resto do mundo – humano e animal. Uma doença inteligente, sádica e insana.

Composta por sete capítulos e um epílogo, acompanhamos a evolução da trama por pontos de vistas diferentes em cada um, que se parece com crônicas. Cada capítulo trata de um acontecimento diferente, tendo em comum o mal que aflige os vampiros, e são escritos de diversas formas: os habituais 1ª e 3ª pessoa, texto teatral e até mesmo um capítulo em 2ª pessoa, dando um dinamismo à narrativa.

Há também a falta de identificação de lugares e pessoas. Sem identificação de onde as histórias se passam, nem mesmo nome de rua ou prédio que permita a identificação do local, a trama acaba se tornando ‘mundial’, podendo ter ocorrido em qualquer – ou vários – lugares do mundo. A falta de informação é compensada por riqueza em detalhes ao descrever os lugares e acontecimentos e muitas informações sobre o mundo vampiro e dessa nova peste que os destrói. Apesar de ao mesmo tempo em que nos envolve e nos faz indagar ‘nossa, já pensou se tudo isso acontecesse de verdade?’, as muitas informações me cansaram um pouco em algumas partes da leitura.

"Humanos são seres fracos, que erigem torres para se protegerem de si mesmos. Afundam em um vício para se livrarem de outro. Eles merecem ser sacrificados.(...) Todos são mácula que encarde a terra e precisa ser limpa. Você sabe disso, e ri, (...). E sua vida persevera , alimentando-se do sangue dos outros."

Doença e Cura é original, curioso, crítico e com a medida certa de suspense e mistério além de ser extremamente bem escrito. Aos fãs de literatura vampiresca, como eu, é uma ótima leitura para expandir os horizontes desse tema.

Classificação:



3 comentários:

  1. Eu tenho medo de vampiros! Mas vou ler esse livro!

    ResponderExcluir
  2. Não gosto de livros de vampiro, essa coisa sobrenatural não me agrada, mas... quando o assunto é um pouco mais pesado, mais violento, vampiro pra mim não pode ser bonitinho, é.
    Mas voltando ao livro, curti ele, parece ser interessante e tem um ar de suspense que me chama atenção.

    ResponderExcluir
  3. "Há também a falta de identificação de lugares e pessoas. Sem identificação de onde as histórias se passam, nem mesmo nome de rua ou prédio que permita a identificação do local, a trama acaba se tornando ‘mundial’, podendo ter ocorrido em qualquer – ou vários – lugares do mundo."

    Esse trecho da resenha me deixou literalmente DOIDO de faceiro. Ao ter escrito Doença e Cura, procurei abolir todas as referências a lugares e pessoas, justamente para permitir que o leitor pudesse se localizar na trama da forma como lhe fosse mais agradável ou conveniente. Quer ver o Brad Pitt como um vampiro fugitivo em Nova Yorque? Tudo bem. Prefere imaginar o Rodrigo Santoro numa louca perseguição em São Paulo? Tá liberado! Hehehehe!... É ótimo constatar que a resenhista compreendeu essa minha ideia.

    Abração!

    ResponderExcluir