21 maio 2012

#Série "Sherlock"



Primeiramente, deixem-me dizer que eu tentei a todo o custo fazer uma resenha curta, mas meu lado fandom me impediu! Desculpem pelo tamanho, mas vale a pena ler! É uma resenha completa, que aborta tudo o que gostaria de lhes dizer sem faltar nada. Melhor uma resenha um pouco maior e de qualidade que uma curta e desinteressante, não é? Boa leitura! :D



“Elementar, meu caro Watson”. Em algum momento da sua vida você já ouviu essa famosa frase do detetive mais famoso: Sherlock Holmes. Muito embora ele nunca tenha, de fato, dito isso. A frase juntamente com seu cachimbo turvo vieram diretamente dos teatros e acabaram tornando suas marcas registradas por todo o mundo. Sir Arthur Conan Doyle escreveu ao todo 60 obras, compostas entre 56 romances e 4 contos e suas obras foram adaptadas em muitas peças de teatros, filmes e, atualmente, séries de tv.

O canal britânico BBC criou em 2010 a minissérie homônima que só lhe rendeu elogios e grande audiência, além de muitas críticas positivas e várias indicações a prêmios, saindo vencedora da maioria. Ganhou todas as 4 categorias indicadas na British Academy Television Craft Awards, cerimônia de premiação da produção técnica (como filmagem, roteiro, maquiagem entre outros) dentro do BAFTA (British Academy of Film and Television Arts), uma espécie de Oscar Britânico, a segunda maior premiação da arte cinematográfica.

A série foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss e reconta a história dos livros de Sir Arthur em pleno século 21. Uma adaptação bem feita e merecedora de aplausos. Sherlock é, como ele mesmo se autodenomina, um sociopata funcional, muitas vezes rude e de instinto aguçadíssimo. John Watson é um médico veterano de guerra, namoradeiro e possuía problemas em se adaptar a pacata vida de um cidadão comum, até encontrar Sherlock. Ambos possuem uma sincronia e uma química inegável – fato constantemente ironizado na série – fazendo-os um par perfeito na luta contra o crime, além de transformarem-se em grandes amigos, ajudando um ao outro inconscientemente – mesmo que Sherlock diga que não tenha amigos. Isso é apenas teimosia dele.



Algo que achei muito legal na série é a forma na qual somos apresentados parcialmente a mente de Sherlock – parcialmente porque creio que nunca iremos entende-la realmente. Após suas brilhantes, e corretas, deduções, ele explica como chegou até elas. A cinematografia fez um trabalho fantástico ai, voltando a cena mostrando os detalhes que ele percebeu. Admito que tive que  voltar algumas vezes, por que Benedict Cumberbatch, o ator que interpreta Sherlock, fala rápido demais e às vezes fica difícil acompanhar sua fala e raciocínio. O que me leva ao próximo tópico: elenco.

O elenco foi escolhido a dedo e perfeitamente. Sherlock, Watson, Lestrad, Moriarty e Irene atuam divinamente, nos fazem entrar na cena com eles a cada fala e ação. Algo importante para a série funcionar é que, sendo Sherlock Holmes, o detetive que vê o que ninguém vê, é cheia de detalhes, seja num virar de olhos, um leve espasmo da sobrancelha... Tudo isso é inserido na cena com tanta naturalidade que é de espantar. Andrew Scott deu vida ao vilão Moriarty e a ele não tenho palavras de elogio. Suas expressões variavam a cada quadro, era impossível de se acompanhar e dizer ‘há, esse cara tá mentindo agora’ ou tentar prever o que ele iria fazer ou pensar a seguir. Era cômico e, ao mesmo tempo, trágico.



Deborah Knapik, do blog drummerlife, e minha amiga pessoal, fez um relato sobre sua impressão da série, que compartilho a seguir com vocês.
“Sempre me interessei por romances policiais, e quando pequena costumava brincar de desvendar casos, me autodenominava Sherlock, e me adaptava a situações diversas, desde o roubo de um biscoito, até o motivo das pessoas ficarem nervosas diante do público. Quando concluí as temporadas de Merlin, Dexter, Doctor Who e House em janeiro de 2011, pus-me a procurar outra que encaixasse em meus gostos bizarros. Encontrei um mini série com apenas 3 episódios, e um piloto que não foi ao ar, que me deixou completamente sem fôlego.

O primeiro episódio que tive contato fora exatamente esse piloto, que pela falta de edição para uma série da BBC me deixou completamente obcecada para encontrar mais e mais coisas relacionadas a esse modelo. Um Sherlock Holmes do século 21! Uma ideia mais que brilhante. A veracidade dos fatos, e a forma como realmente o Sherlock se portaria diante de situações básicas de nosso cotidiano é sem igual. Os produtores já eram meus conhecidos de outras séries, e como seguiram um roteiro baseado fielmente nas obras de Sir Arthur, não tive outra opção a não ser me viciar.

Prefiro mais o episódio piloto ao que chegou ao ar, apesar de adorar os dois desfechos pra mesma história. Acho que todo o episódio deveria contar com esse final alternativo, rs.

Os demais episódios da primeira temporada foram sem igual. A tensão, a necessidade de saber o final de cada pequena história, de cada ligação é essencial para prender-se a série. O difícil mesmo foi ficar um ano aguardando o desfecho do terceiro episódio que só veio a acontecer na segunda temporada.

É uma série que vale a pena acompanhar, pois além de ser curtinha, te envolve de corpo e alma em cada caso. Isso sem contar a belíssima atuação do Benedict e do Martin, na pele de Sherlock e Dr. Watson.

Mas essa é uma constatação que você deve ver com seus próprios olhos, rs.”



A minissérie conta com duas temporadas, cada uma com três episódios de 90 minutos de duração. A produção da terceira temporada começará no início de janeiro e irá ao ar no segundo semestre.

Você poderá ver também os atores principais, que interpretam Sherlock e Watson, em outra adaptação cinematográfica: O Hobbit, livro antecessor de O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien. Martin interpreta Bilbo Bolseiro e Benedict o dragão Smauge (através de captura de movimentos) além de emprestar sua voz - sua  incrível voz - a Necromancer.

Sherlock (2010), canal BBC. Escrito por Steven Moffat, Mark Gatiss e Steve Thompson. Elenco: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Mark Gatiss (Sim, o mesmo que criou a série!), Rupert Graves, Andrew Scott, Una Stubbs, Vinette Robinson e Louise Brealey.






Desculpem, não achei legendado em português =(


Resenha e sinopse desenvolvidas por Maria Salles.



4 comentários:

  1. Essa série é tão boa que se eu pudesse obrigava todo mundo a ver eu faria isso. (doida a pessoa) Tudo é perfeito, os atores (ben casa comigo?), onde se passa, o enredo ... adoro principalmente o fato de ser mto ligado aos livros. Foram os primeiros que li na vida, Sherlock Holmes faz parte da minha estoria como leitora. =D

    VEJAM gente!!!

    Bjus, @dnisin
    http://diamanteliterario.blogspot.com.br/

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  2. hahha Não podemos obrigar, mas vamos plantar nossa sementinha na cabeça dessas pessoas que nunca viram! *-*

    Beijos!

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  3. O final da segunda temporada seguido da renovação para a terceira foi de pirar qualquer um, fiquei muito tempo pensando numa resposta para o que aconteceu.

    "Get out. I need to go to my mind palace."

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  4. Foi sim, deu um desespero pra ter logo a terceira! Só ano que vem... =/
    Quote ótimo! rs

    beijos!

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