05 maio 2012

#Livro "O Morro dos Ventos Uivantes"


Ficha Técnica

Título Original: Wuthering Heights
Título Brasileiro: O Morro dos Ventos Uivantes
Autor(a): Emily Brontë
Ano: 1847
Páginas: 292
Editora: Lua de Papel
Sinopse: Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy.  O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.


Se você já leu Crepúsculo (Stephenie Meyer, Editora Intríseca, 284 páginas), sabe de que livro estou falando. O romance de Cathy e Heath foi citado milhares de vezes durante todo o livro, servindo como cenário de fundo para o desenvolvimento do casal Bella e Edward. Entretanto, em nada são parecidos essas duas paixões, a não ser, talvez, na grande dependência mútua dos casais.

Somos levados para uma paisagem sombria e pantanosa do interior da Inglaterra. Lá, afastada da vila, encontra-se a fazenda Morro dos Ventos Uivantes, pertencente aos Earnshaw o cenário principal e praticamente único. O clima tumultuoso já é um indício de como será a narrativa: cheia de conflitos, tensão e uma complexa trama psicológica dos personagens em uma época que casamento por amor era praticamente inexistente e o poder aquisitivo sempre falava mais alto.
"Mas o meu amor por Heathcliff é como penedias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Nelly, eu sou Heathcliff. Ele está sempre, sempre, em meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer pra mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria." pag. 75
O ciúmes e inveja de Hindley, irmão mais velho de Cathy, é o fator culminante para o desenvolvimento da história. Seu medo e resoluta negação em deixar que Heathcliff - o desconhecido estrangeiro - tome seu lugar na casa e no coração de seus familiares o faz agir sem pensar ou temer as consequências de seus atos. É sua ira que transforma Heathcliff e, por consequência, o desenrolar da história de amor doentio acontece.

Catherine e Heathcliff possuem um amor intenso, porém autodestrutivo. Cathy não se casa com o amigo de infância por este ser não ter condições de dar um futuro estável e condizível a rica família Earnshaw, algo bem comum para a época, mas que a leva a se arrepender por toda a sua vida, culpando a família e o marido por sua infelicidade, levando-a à loucura e terríveis transtornos psicológicos, vivendo constantemente entre momentos lúcidos e outros transtornados. É uma personagem extremamente profunda e paradoxa: apesar de seus acessos e delírios, é também descrita como amável e sensível. Heathcliff, anteriormente tratado quase como filho do velho Earnshaw, com sua morte é rebaixado violentamente e muito maltratado por Hindley. Seu desejo de vingar-se da família o impulsionou a enriquecer e melhorar de vida e também desencadeou seu comportamento agressivo e enlouquecido. O amor que sente por Catherine é tão profunoa quanto o que a outra sente por ele, e ainda mais destrutivo, não apenas destrói a si, mas também afeta tudo e todos ao seu redor, levando à decadência.
"Não me deixes só, neste abismo onde não te encontro! Oh! Meu Deus! É indescritível a dor que sinto! Como posso eu viver sem a minha vida?! Como posso eu viver sem a minha alma?" Pág.146
Há constantemente um conflito entre amor e ódio, intensificado pelos laços de casamentos indesejados. A tênue linha entre ambos os sentimentos está sempre sendo ultrapassada, resultando em um livro não apenas de romance atormentado, mas de análise psicológica dos personagens, principalmente da relação do triângulo amoroso principal - Cathy, Linton e Heath.

É uma narrativa fluente e também histórica, retratando uma sociedade machista e extremamente capitalista, onde amar poderia significar a ruína de alguém ou de toda uma família. Brotë escreve com maestria e satisfação, não deixa pontas soltas e os personagens foram muitíssimo bem elaborados. Avalio como excelente.

Resenha desenvolvida por Maria Salles.

4 comentários:

  1. sabe? não gostei desse livro ''/
    Nem consegui terminar de ler, a história é linda, mas achei muitoooo massante

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  2. Hahah, jura? Nossa eu amei o livro!! Vai sair outra adaptação cinematográfica este ano!

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  3. [...] O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë – Lua de papel)  Lido Resenha [...]

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  4. Quando vejo o ano 1847 me dá uma coisa. Adoro tudo de muitos anos atrás, tudo que é retrô. Infelizmente ainda não pude ler esse, mas lerei.

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