18 janeiro 2021

The Broken Miracle (part one) - J.D. Netto

10:00

Como algo tão bom como um milagre pode ser tão quebrado?

Essas são as palavras do próprio autor, Jorge Netto, durante uma live e que resume bem a questão principal do livro The Broken Miracle – Parte Um (O Milagre Quebrado, em tradução livre).


Como pode, então?


Paul Cardall é um renomado pianista que nasceu com a rara condição de hipoplasia do coração: apenas um de seus ventrículos é funcional. A doença sobrecarrega o coração e a taxa de mortalidade é altíssima – a maioria não atinge a maioridade. Além dos diversos sintomas e limitações, a pessoa ainda tem que aguentar as cirurgias de risco necessárias para a “manutenção” do órgão.


O fato de Paul ter não apenas ter chegado à vida adulta, mas ter alcançado quase meio século de vida é um enorme milagre. Um muito desgastante de manter... Passou por uma cirurgia de peito aberto com menos de um dia de vida! Enfrentou uma infecção no coração duas vezes, procedimentos para manter seu coração trabalhando e, enfim, um transplante em 2009.


Nunca vi um título ressoar tanto a história. Paul é um milagre do primeiro minuto de sua vida até então. E com muita delicadeza, Netto reconstrói sua história através de diários pessoais e notas do pianista, construindo uma obra única que une ficção e realidade em uma teia primorosa que me fez derramar várias lágrimas durante a leitura e me levou a uma intensa reflexão ao seu fim.


Não conhecia Paul antes de ter tido a oportunidade de ler essa cópia adiantada do livro, mas logo nas primeiras páginas fiquei tão intrigada com o que lia que comecei a pesquisar mais sobre ele e a ouvir suas músicas. Creio ter sido uma escolha a dedo do autor que culminou num projeto de sucesso: J.D. conseguiu passar no livro, de alguma maneira, toda a suavidade e profundidade que encontrei nas músicas de Paul.


A narrativa é prazerosa e envolvente, e explora os mais profundos sentimentos do pianista no decorrer de sua vida, principalmente dos momentos mais difíceis que precisou enfrentar junto a sua família. E mesmo assim, conseguiu a proeza em não resultar numa leitura pesada – na verdade, é bem o contrário. A esperança e fé, tanto do autor quanto do sujeito, estão presentes em cada linha, transformando  


É sem dúvida nenhuma um livro inspirador para uma história incrível.


The Broken Miracle (part one) estará disponível na Amazon a partir do dia 2 de fevereiro.

28 dezembro 2020

Bridgerton: abrace a farofa e seja feliz

18:45

No dia 25 de dezembro a Netflix estreou sua mais nova série, Os Bridgerton, em parceria da ShondaLand, produtora da Shonda Rhimes que criou as séries de sucesso Grey’s Anatomy, Scandal e Private Practice, e produziu How To Get Away With Murder. A série também é uma estreia da parceria milionária entre a Rhimes e o canal de streaming, que assinaram um contrato no valor de 150 milhões de dólares!

Baseado na série de 8 livros da Julia Quinn, Os Bridgerton acompanha a família-título na alta sociedade da Londres regencial durante a temporada de bailes – época extremamente importante para as moças debutarem e encontrarem seus futuros maridos. É nesse ambiente cheio danças, vestidos e joias que aparece Lady Whistledown: uma misteriosa mulher que parece saber tudo sobre todos e que faz questão de espalhar através de seu jornal particular todas as fofocas da mais alta sociedade. Uma única palavra dela pode ser sua ruína ou fortuna.


É por conta de sua coluna que Daphne Bridgerton e o requisitado Duque de Hastings entram em acordo: forjar um interesse romântico entre eles. Dessa forma, Daphne chamará mais atenção e o Duque poderá escapar das investidas das mães desesperadas. O que parece ser uma ótima ideia no começo, uma vez que o desagrado entre eles é mútuo, começa a se complicar quando forças externas obrigam a farsa a ir cada vez mais longe.


Com 8 episódios de cerca de uma hora cada, a primeira temporada conseguiu ir longe com relação a desenvolvimento de história e personagens, seu tempo foi tão bem aproveitado e o roteiro bem estruturado, que ao final parecia que eu havia assistido mais episódios. Ficou uma temporada bem fechada, distribuída e aproveitada, bem do jeito que eu gosto.


Sendo bem sincera, eu conheço os livros já há bastante tempo e não tive vontade de ler e continuo sem vontade; mas assim que saiu o trailer eu sabia que tinha que dar uma chance à série. Algo que percebi desde o início é que ela teria uma dinâmica bem diferente do que eu esperava e fui comprada logo às primeiras palavras da Julie Andrews narrando. Se preparem para a Gossip Girl usando discutindo vestidos e usando fitas, e bem debochada.

Bridgerton é uma peça histórica com trejeitos contemporâneos, que simplesmente funcionou da maneira que eles fizeram. Os figurinos adaptados e bem estampados, as cores sempre muito vivas, as cenas muito claras. Sem contar a trilha sonora, utilizando músicas famosas de grandes artistas como Ariana Grande, Maroon 5 e Taylor Swift com arranjos instrumentais. Pegaram a liberdade criativa e com muito cuidado e bom gosto costuraram todo um ambiente original e funcional para a série de época que combinou com o enredo e deixou extremamente atraente para o público.


Como diria minha amiga Jacque: “abraçaram a farofa”, e uma vez a farofa abraçada as coisas fluem bem mais facilmente. Isso é algo positivo, diga-se de passagem! É uma manobra difícil de se fazer, contar uma história com a proposta de ignorar muito do contexto histórico e que, ao mesmo, não fique de mal gosto ou mal feito ao adicionar os elementos de modernidade.


Algo que gostaria muito de falar é a direção de cena. Não é sempre que eu reparo nisso, especialmente de maneira espontânea, mas a direção dos atores foi algo que me deixou bem surpresa.  A forma que se moviam entre eles, pequenos gestos e coisinhas banais do dia a dia estavam lá, de maneira bastante orgânica e natural. E isso acaba refletindo na química dos atores também, especialmente entre os dois principais. Era palpável uma relação que unia todos ali e que me fez acreditar na história sendo contada. As cenas entre os irmãos então, eram muito boas e divertidas.


Não sei como é a versão escrita, mas gostei que o enredo não se limitou ao trivial como bailes, casamentos, e essas coisas – seria bastante entediante e acho que não teria me atraído se fosse assim. Falou-se bastante sobre papel da mulher na sociedade e de como ele é diferente do homem, de como isso interferia nas relações e como as expectativas eram diferentes. Fazer um bom casamento, ter filhos, manter-se casta até as núpcias. Qualquer deslize, mínimo que fosse, poderia custar tudo isso e pior: afetaria os casamentos das irmãs mais novas. É uma ótica mais atual, mas que deixou bem interessante.


E a fotografia! Ah, a fotografia é linda. Desde iluminação a jogo de câmeras, colorização e posicionamento de personagens. Há umas cenas tão bonitas de detalhes, ambientação, que deixa tudo tão romântico que nem sei. Parabéns aos envolvidos!


Muito foi falado quanto ao elenco negro em personagens principais na alta sociedade. Eu eu sinceramente nem notei isso. Esqueci. Simples assim. É algo tão indiferente à trama no geral que eu em momento algum fiquei me perguntando o motivo de estarem ali (Regé-Jean Page casa comigo) além de eles simplesmente estarem e pronto.


Em segundo lugar, há uma discussão entre os historiadores se rainha Charlotte era descendente de alguma linhagem africana, o que explicaria porque vários retratos dela possuíam traços negros. É uma discussão que, até onde vi, não se chegou a alguma resposta definitiva, mas que abre possibilidades, de forma que ter uma rainha negra na série é longe de ser absurdo.

Algo que preciso lembrar é que o brasil foi um dos últimos países a abolir escravidão em 1888. Apesar da escravidão na Grã-Bretanha ser abolida em 1833, antes disso foi proibida a captura e comércio de escravos em 1807, e havia negros livres fazendo seus nomes durante o período regencial, como compositores, atores, escritores ou lutadores de boxe. Poderiam não existir duques negros, mas uma vez que a proposta da obra não é considerar contexto histórico ao pé da letra, abriram essa possibilidade, e isso funcionou dentro da história.


Algumas coisas me incomodaram, mas não tem como eu falar se dar spoilers gigantescos ou tagarelar por uma hora. Mas no geral, Bridgerton me surpreendeu bastante, não esperava realmente que eu fosse gostar tanto. Foi muito bem produzida, desde o roteiro, construção de personagens e ambientação. Shonda acertou em cheio, e ao lado da Netflix, se manterem neste passo, consigo ver várias temporadas pela frente.


Infelizmente eu maratonei muito rápido, e agora sigo aqui na espera de mais episódios. Posso ou não me convencer a reassistir daqui um tempo, com mais calma e menos ânsia para poder notar tudo o que me passou despercebido da primeira vez. Se você gosta de romances de épocas leves, sem compromisso com a realidade e que vai te entreter do primeiro ao último episódio, Bridgerton pode ser uma ótima escolha!


Ficou com vontade de ler? Aproveite e compre o livro!

09 agosto 2020

Carta sem endereço

10:24

 S. J. do Rio Preto - 9 de agosto de 2020


Querido Pai,


Como estão as coisas aí em cima? Imagino que movimentadas devido a bagunça que está o mundo. Coisa de louco, não é? Eu nunca imaginaria que tanta coisa pudesse acontecer em um ano. Mas talvez você possa ver as coisas com maior clareza agora, não é?


Você se lembra de quando a gente trocava cartas? Creio que umas das minhas maiores motivações para começar a escrever seja isso. Eu não lembro muito bem do fato em si – tinha 4 anos, fala sério - mas guardo comigo a memória afetiva de receber suas cartas, dos imãs de peixinhos que tinha até pouco tempo, da emoção em enviar algo pro papai. Tenho todas elas guardadas em uma caixa bem fechada em casa.


Guardo comigo também o carinho que era quando voltava de São Paulo. Lembro dos chocolates – sempre que vinha trazia uma barra de toblerone ou aquela caixa dos bombons de conchas e cavalos marinhos.


Lembro do cheiro do incenso. Do violão tocando e da sua voz rouca no quartinho da garagem. Com muito carinho, não me esqueço de quando amarrava uma de suas bandanas na cabeça e escolhia o próximo álbum da nossa coleção para tocar bem alto no som estéreo. Eu dançava com você e achava a maior graça.


Lembro de quando costurou diversas lantejoulas no meu biquini como parte de uma fantasia de carnaval, e de quando sentava para pentear meu cabelo e fazer tranças. Lembro do seu perfume favorito e de como eu adoro o tanto que ele fica impregnado na gente.


Eu guardo comigo todas essas coisas. E foco em todos os momentos alegres que compartilhamos juntos. Dizem que quando as pessoas morrem subitamente elas passam a não ter defeitos; não concordo. Quando as pessoas morrem eles só passam a não ter mais tanto valor assim.


Eu amei você e vou continuar amando. Mesmo que tenhamos tido nossas desavenças. Mesmo que a vida tenha nos afastado por tempo demais – e encontramos nosso caminho de volta talvez muito em cima da hora.


Eu queria poder ter dito todas essas coisas antes. Queria muito. Ao invés, escrevo essa carta, sabendo que irá recebe-la mesmo assim, eu é que não vou receber a resposta.


Essa coisa de conversamos com via de mão única é meio injusta, sabe. Mas tudo bem. Estou me acostumando ainda.


No mais, você sabe: eu estou bem. Estou ficando bem. E vou ficar bem.


Continue acompanhando nossas aventuras da maneira que puder aí de cima.


Nós estaremos rezando por você aqui de baixo.


Te amo do tamanho do infinito.


Sua filhota,


        Maria


18 junho 2020

"Eu Nunca..." é mais do que parece

09:11
Quando vi a chamada da nova série da Netflix, "Eu Nunca...", eu imaginei que seria apenas mais um investimento do canal de streaming em conteúdos para adolescentes cheios de clichê. Você sabe, o grupo nerd de meninas decide que o novo ano escolar será totalmente diferente e acabam em diversas situações embaraçosas. Eu já vi isso inúmeras vezes, e com certeza você também já viu. Ainda sim, dei uma chance a série toda colorida de trinta minutos (sempre precisamos de uma dessas de vez em quando). Admito que vi um episódio e fiquei um pouco com preguiça, Devi, a personagem principal, parecia um pouco demais para mim. Foi só na segunda sentada que a coisa deslanchou numa mistura de sentimentos.

A série é mais profunda do que aparenta por conta de um detalhe importante: o que movimenta Devi do primeiro ao décimo episódio, ocasionando em diversas mancadas com as amigas e com a família, é o luto. De uma maneira até que leve, Mindy Kalling e Lang Fisher, as criadoras da série conseguiram abordar a trajetória de uma adolescente do ensino médio ao perder seu pai de uma maneira inesperada e chocante. Toda sua ansiedade por mudar, em fazer justamente aquilo o que não esperam que ela faça, seus ímpetos e impulsos, Devi está, na verdade, perdida e sem se permitir sentir a perda do pai. Foi algo que me tocou muito em particular, uma vez que julho vai fazer um ano que perdi meu próprio pai - e, veja só, mesmo eu sendo 10 anos mais velha que a personagem, me senti bem próxima a ela.

Apesar desse plano de fundo triste que guia a história, a série não pesa e consegue nos fazer rir sem culpa - como quando ela cai de cara no chão no corredor da escola por não saber usar saltos. Ou os momentos com seu crush master, Paxton, é praticamente vergonha alheia. A série soube equilibrar muito bem, não ficando nem melodramático ou uma comédia basiquinha, trazendo ao invés algo mais realista e inteligente. É uma boa produção com desenvolvimentos de personagens, dando atenção não apenas à Devi, mas também suas amigas e seu inimigo-escolar, Ben. Sem contar a capacidade de abordar as diversas 

Outro ponto tremendamente importante que merece um parágrafo só dele é a diversidade. Devi é hindu e através de sua família podemos observar algumas tradições e cultura, e a dificuldade dela em se ver como hindu tendo nascido e crescido nos E.U.A. Temos personagens judeus, asiáticos, negros, LGBT+, como uma escola e cidade normais cheias de pessoas diferentes. E são personagens com falas, histórias, importância, ao invés de relegados ao fundo. É uma dinâmica diferente e que gostei muito de observar. 

Para concluir, "Eu Nunca..." é uma série para adolescentes com um clichê revigorado, que pegou o que seria mais do mesmo e transformou numa série de conteúdo e positiva para quem for assistir, cheia de temas pertinentes principalmente para os que estão na idade dos personagens. Espero que seja renovada, acredito que há muito mais para ser falado - e no formato que fizeram, seria muito ouvido.

27 maio 2020

O Jardim Secreto - Frances Hodgson Burnett

09:00







Título Original: The Secret Garden
Título Nacional: O Jardim Secreto
Autor(a): Frances Hodgson Burnett
Páginas: 272
Editora: Editora 34

Na minha tenra infância, um dos meus desenhos favoritos era O Jardim Secreto. Eu tinha um VHS que fazia parte da coleção Videoteca da Criança, do jornal Folha de S.Paulo, que eu assistia seguidamente, gostava tanto que eu o guardei comigo por anos mesmo quando os DVDs começaram a tomar seus lugares. Quando cresci um pouco mais conheci o filme de 1993 através da Sessão da Tarde e, claro, meu amor pela história só ficou mais forte (a conta da locadora que o diga). Mas eu nunca havia lido o livro; aliás, por muito tempo não sabia ou ignorei a informação de sua existência. E aí a gente cresce, nossas prioridades mudam e o que antes aquecia nosso coração fica no cantinho meio esquecido.

Com a quarentena e a mudança de rotina - e minha súbita nostalgia pelo enredo - finalmente pude parar de procrastinar e pedir o livro emprestado a uma amiga para conhecer a história original. Meu único arrependimento é não ter feito isso antes.

Publicado em 1911 e considerando a maior obra da autora, o livro conta a história de Mary Lennox, uma criança inglesa muito mal humorada e desagradável que após a morte dos pais passa a morar com o recluso tio em sua mansão sombria. Sem nada para fazer ou com quem brincar, Mary passa seu tempo explorando a propriedade em busca de um jardim há muito escondido. A sinopse é muito simples e qualquer coisa dita a mais… bem, é demais. De qualquer forma, a existência de um jardim secreto a espera para ser descoberto, uma promessa etérea cheia de mistérios, permeou minha mente por anos. A busca por ele sendo tão importante quanto ele próprio, que participa do livro como um personagem silencioso acometendo tantas mudanças entre seus companheiros. É facilmente meu livro favorito do ano e um dos favoritos da vida.

Todas as adaptações que eu assisti foram muito boas, mas o que eu buscava só encontrei nas linhas do livro: as nuances. Mary é uma jovem mimada e séria, que nunca foi de fato uma criança e que por muitas vezes age feito uma velha carrancuda. A mansão e a vida no interior da Inglaterra é tão diferente do que ela está acostumada que, inevitavelmente, causa mudanças em seu humor, eu sua aparência, em seus pensamentos. Acompanhá-la aos poucos se permitindo agir e ser criança, de certa forma pelo menos, foi como se eu estivesse acompanhando sua trajetória bem ao seu lado, invisível.

O livro é infantil, o que não significa que mais velhos não possam aproveitar - e talvez aproveitem até mais, por questões de amadurecimento do olhar sobre a história. A narrativa é extremamente leve e fluída, facilmente lido em alguns poucos dias. Depois de tanto tempo com dificuldades em pegar um livro pra ler, O Jardim Secreto, tal como minha xará no livro, parece ter me devolvido a vontade. De alguma forma, Frances parece ter o dom de nos aquecer o coração com suas palavras e nos envolver no início ao fim. Eu podia praticamente sentir o cheiro da natureza enquanto lia, ou ouvir o vento pelos corredores vazios da mansão. É um jeito característico de escrita que me agradou demais.

Eu tenho apenas duas ressalvas para fazer: uma, a edição do livro carecia maior cuidado. Não foram poucas as vezes que havia palavra digitada errada ou, ainda, que o corretor trocou por outra palavra deixando a frase sem sentido. Duas: o final abrupto. Minha sensação foi que haviam cortado o capítulo e esquecido de publicar o resto. Não que faltasse mais à história, não é isso, mas pareceu corrido, como se tivesse resumido tudo em algumas linhas e ai fica aquela sensação de continuidade. De resto, a edição é menor, mas não chega a ser de bolso, e há ilustrações lindas no decorrer das páginas.

Uma curiosidade é que Frances, a autora, se inspirou em um jardim real para o livro. Ela morou na mansão Great Maytham Hall, onde se dedicou ao seu amor por flores, em especial as rosas. Foi lá que ela encontrou exatamente um jardim “secreto”: todo murado e negligenciado. Ela mesma cuidou dele pelos dez anos em que morou na mansão e foi lá que escreveu algumas de suas obras.

Por fim, eu posso dizer que eu amo esse livro, as adaptações, a história. Eu quero que todos leiam e conheçam um pouco d’o jardim e se apaixonem pelos passarinhos de peito vermelho, pela curiosidade, pela natureza e pela vida, assim como Mary se apaixonou.