18 março 2018

O Senhor das Almas [O Coração da Magia #3] - Larissa Siriani

11:30

AVISO DE SPOILERS: POSSÍVEIS REVELAÇÕES DOS LIVROS ANTERIORES
Livros Anteriores

Aqui estou eu, quatro anos depois, escrevendo a última resenha da trilogia... Quem diria! Parece que foi ontem que chegava em casa o As Bruxas de Oxford e me sugava para dentro de suas páginas. Foi uma emocionante viagem pela vida de Malena e seus amigos, pelas ruas de Oxford e conhecendo a magia.

Devo admitir que a demora em ler a conclusão se deu pelo final inesperado de O Coração da Magia. Quer dizer... uufff. Tudo aquilo com a Shiny, o Sam, os Gördon. Eu não esperava e até o último segundo, até a última lágrima da última página eu realmente esperava que os acontecimentos teriam um segundo plot twist e que eu não teria que realmente dar adeus a Sam. Realmente. Realmente, dona Larissa.
Estávamos deitados, ele e eu, lado a lado na grama. Nenhuma parte dos nossos corpos se tocava, mas minha pele estava extremamente consciente da sua presença, se enchendo de arrepios e pequenos choques elétricos apenas pela ideia de tê-lo tão perto.
E então, depois da tragédia que foi para Malena, as coisas aparentemente voltam ao normal – ou, o mais normal possível quando seu namorado é morto por uma bruxa anciã perversa que quer trazer de volta o Senhor das Almas para dominar o mundo material. Malena, obviamente, está um caco. Mais do que isso. Novamente ela teve que dar cabo à vida de alguém e dessa vez de quem amava. O peso é tão grande que o até então impensável acontece: Malena cede lugar para Dorothi em sua mente e desaparece na subconsciência.

Ter dois pontos de vistas em uma história, se você não souber fazer, pode sair pela culatra. Eu tive um problema enorme em Insurgente quando a Rooth dividiu entre Quatro e Tris – odiei. Aqui nesse caso, foi uma transição natural. Dorothi tem uma personalidade totalmente diferente de Malena e sua narrativa refletiu isso, não me deixou confusa, eram duas pessoas completamente diferentes ali como deveria ser.

O Senhor das Almas continua na vibe na qual prometeu – e piora. Com o sacrifício de Malena, as coisas começam a mudar e a ficar mais sombrias. Chuvas torrenciais, blecautes e inesperadas peregrinações com estranhos ligados por um misterioso objetivo em comum. Na metade do livro eu estava sem fôlego e de olhos arregalados. A volta do Senhor das bruxas foi prometido um apocalipse e foi um apocalipse que a Lari entrega, sem piedade.
Só diz adeus quem decide fechar o livro para sempre. E a nossa história ainda tem páginas e páginas para serem preenchidas.
Algo que eu gostei muito, inclusive comentei com a Lari, foi como ela fechou bem o livro. Toda a história, os personagens, eles tiveram um ciclo, os nós foram dados. Eu tenho mais de um exemplo para ilustrar, mas isso estragaria o prazer de ler o livro e descobrir as coisas, pois não são exatamente coisas pequenas. Mas cada ponto do livro que foi abordado desde o primeiro, a maldição, as irmãs, a questão das almas duplas, foi resolvido. Foi um final digno, apesar de triste – afinal, eles lutavam contra o Grande Mal e tudo. Minha sensação foi tipo... terminar Harry Potter sabe? Todas as mortes e as tristezas, mas o alívio de quem evitou o pior e a esperança de algo melhor, eles estão vivos apesar de tudo.

Outro ponto positivo foi ver o amadurecimento no decorrer dos livros, tanto da Malena, quanto da narrativa e da própria autora. É um crescimento que eu acompanhei, são sete anos de publicação e eu vi isso acontecer. É muito gratificante ver uma amiga e profissional crescer!

Finalizei a trilogia com gosto, sem a sensação de algo ter sido deixado para trás. Aproveitei cada momento - e sofri muito também. Foram ótimas leituras, as quais eu indico com força. Literatura nacional de fantasia gente, se ainda não leram e curtem jovem-adulto não percam!
Famílias inteiras haviam morrido, mas nós estávamos aqui. Emocionalmente quebrados, sim, fisicamente danificados, talvez, mas vivos. Corrompidos, mas não vencidos

Literatura Nacional
Título: O Senhor das Almas
Autor(a): Larissa Siriani
Editora:
Páginas: 306
Ano: 2016
Sinopse: É o ano de Dorothi von Evans.  Finalmente no controle de seu corpo, Dorothi está pronta para aproveitar a vida. Mas ainda que Malena não esteja mais consciente, seus sentimentos continuam a perseguir Dorothi por onde quer que ela vá - bem como seus problemas. E o maior deles ainda está por vir. A ascensão do Senhor das Almas faz desenrolar uma sequência de eventos, e Dorothi se vê diante de uma escolha: salvar o mundo que ela ajudou a destruir ou salvar a si mesma?

05 março 2018

And the winner is... Os Vencedores do Oscar 2018

08:00
O Oscar ocorreu a noite passada e se você não aguentou esperar para ver os vencedores da noite, não se preocupe! Eu te conto aqui quem saiu alguns quilos de ouro da premiação:

Melhor Filme
Me Chame Pelo Seu Nome
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
Corra!
Lady Bird - A Hora de Voar
Trama Fantasma
The Post - A Guerra Secreta
A Forma da Água
Três Anúncios Para um Crime

Melhor Direção
Christopher Nolan (Dunkirk)
Jordan Peele (Corra!)
Greta Gerwig (Lady Bird - A Hora de Voar)
Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)
Guillermo del Toro (A Forma da Água)

Melhor Ator
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)

Melhor Atriz
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Saoirse Ronan (Lady Bird - A Hora de Voar)
Meryl Streep (The Post - A Guerra Secreta)

Melhor Ator Coadjuvante
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios Para um Crime)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
Sam Rockell (Três Anúncios Para um Crime)

Melhor Atriz Coadjuvante
Mary J. Blige (Mudbound - Lágrimas Sobre o Mississipi)
Alison Janney (Eu, Tonya)
Lesley Manville (Trama Fantasma)
Laurie Metcalf (Lady Bird - A Hora de Voar)
Octavia Spencer (A Forma da Água)

Melhor Roteiro Original
Doentes de Amor
Corra!
Lady Bird - A Hora de Voar
A Forma da Água
Três Anúncios Para um Crime

Melhor Roteiro Adaptado
Me Chame Pelo Seu Nome
O Artista do Desastre
Logan
A Grande Jogada
Mudbound - Lágrimas Sobre O Mississipi

Melhor Animação
O Poderoso Chefinho
The Breadwinner
Viva - A Vida é Uma Festa
O Touro Ferdinando
Com Amor, Van Gogh

Melhor Canção Original
Mighty River (Mudbound - Lágrimas Sobre O Mississipi)
Mystery of Love (Me Chame Pelo Seu Nome)
Remember Me (Viva - A Vida é Uma Festa
Stand Up for Something (Marshall)
This is Me (O Rei do Show)

Melhor Trilha Sonora Original
Dunkirk
Trama Fantasma
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi
Três Anúncios Para um Crime

Melhor Filme Estrangeiro
The Fantastic Woman (Chile)
The Insult (Líbano)
Loveless (Russia)
On Body and Soul (Hungria)
The Square (Suécia)

Melhor Montagem
Em Ritmo de Fuga
Dunkirk
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Anúncios Para um Crime

Melhor Fotografia
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi
A Forma da Água

Melhores Efeitos Visuais
Blade Runner 2049
Guardiões das Galáxia vol. 2
Kong: A Ilha da Caveira
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra

Melhor Figurino
A Bela e a Fera
O Destino de uma Nação
Trama Fantasma
A Forma da Água
Victoria e Abdul - O Confidente da Rainha

Melhor Direção de Arte
A Bela e a Fera
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água

Melhor Maquiagem e Cabelo
O Destino de uma Nação
Victoria e Abdul - O Confidente da Rainha
Darkest Hour

Melhor Edição de Som
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Mixagem de Som
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Curta-metragem de Animação
Dear Basketball
Garden Party
Lou
Negative Space
Revolting Rhymes

Melhor Curta-metragem
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
The Silent Child
Watu Wote/All of Us

Melhor Documentário em Longa-metragem
Abacus: Small Enough to Jail
Faces
Places
Icarus Last Men in Aleppo
Strong Island

Melhor Documentário em Curta-metragem
Edith+Eddie
Heavens is a Traffic Jam on 405
Heroin(e)
Knife Skills
Traffic Stop

O que acharam doa vencedores da noite de domingo? No geral, fiquei muito contente talvez com 75% do resultado. A Forma da Água super merecia todos os prêmios possíveis, e a maior parte das categorias tinham mais de um nome bons ou ótimos. 

05 fevereiro 2018

A Multiplicidade em One Day At a Time

12:54
One Day At a Time é uma série produzida pela Netflix e que recentemente estreou a segunda temporada no canal de streaming. A série segue o dia a dia de uma família cubano-americano composta pela ex-militar Pam, mãe de Elena –  a filha militante, e Alex –  o filho vaidoso, a avó saudosista Lydia e o agregado Schneider, vizinho que fica mais no apartamento deles e possui um amor todo especial pela família Alvarez. ODAaT, criada e é escrita por Gloria Calderon Kellett e Mike Royce, tem o formato de meia temporada (cada temporada tem 13 episódios) e é inspirada numa série de mesmo nome dos anos 70-80.
Se você ainda está em dúvidas se irá adicionar mais uma série em sua lista (cá entre nós, eu sei e você sabe que estamos sempre adicionando coisas novas) vou tentar te convencer não apenas a adicionar mas também a passar na frente do que quer que esteja lá pra você começar logo a assistir essa comédia familiar que tem humor de qualidade – algo que jáexpliquei que existe!

A série se passa nos tempos atuais e toda a família mora em um apartamento – a avó veio morar com a filha para ajudar com os netos e nunca saiu, o que foi uma mão na roda já que Pam e o, na época, marido se alistaram e anos depois se separaram. É uma família de raízes cubanas sempre exaltadas pela avó – vamos chama-la de abuelita – com seu sotaque carregado, músicas latinas e drama digno de novelão do SBT. Ela inteira é um personagem capaz de sustentar qualquer série, além do roteiro ser ótimo, a atriz encarna muito bem a vovó que não é bem ingênua e inocente. Abuelita fugiu com abuelito para a América  em 1962, um ano extremamente tenso no mundo e quando ocorreu a Crise dos Mísseis em Cuba. Ela é forte, independente, sabe o que quer e move céus e terras pela família – embora também seja capaz de cansar até os mais pacientes dos monges.

"Bem, eu sou durona!"
A primeira temporada teve como base narrativa principal os quinces de Elena – a festa de debutante. Sendo feminista, ela vê a festa com horror e apenas mais golpe do patriarcado. Várias outras questões relacionadas com o Ser Mulher são discutidas no decorrer dos treze episódios, assim como a importância da festa e tradição para a abuelita. Já na segunda temporada a narração toma dois caminhos: os transtornos mentais, uma vez que Pam é ex-militar e precisa lidar com seus fantasmas do passado (foi muito emocionante e um episódio em especial me fez chorar muito) e a questão do preconceito, voltado ao racial já que eles são descendentes de cubanos. Com as ações de Trump, a série veio bater de frente com o preconceito que escorre do presidente alaranjado e retruca com informação educada as barbaridades que ele vem dizendo desde a candidatura. Foi uma temporada mais pesada em comparação, creio eu, por causa desses temas.

Com três gerações em um apartamento só – a abuelita, a mãe e os filhos – muitos assuntos acabam se tornando, às vezes, maiores do que precisavam ser e geram conflitos pela diferença de idade entre eles. É algo que identifico, uma vez que morei com meus avós por muitos anos e sempre que volto para casa, durante as férias, vejo que as coisas continuam iguaizinhas. Concessão é a palavra-chave nisso (tanto na série quanto aqui em casa) todos os lados precisam estar dispostos a ceder um pouco para evitar que um acabe magoando o outro.

Assim como quando falei de Brooklyn Nine-Nine, One Day At a Time aborda diversos temas atuais e necessários utilizando-se do humor, e da seriedade quando necessário. Entretanto, diferentemente da proposta da primeira série, ODAaT tem umas pegadas mais sérias em alguns episódios, havendo muito pouco riso por exemplo. Os roteiristas não têm medo de nos fazer sofrer sem nem ao menos dar um sorrisinho para enxugar as lagrimas, e fazem de forma a se encaixar na série e nunca a ficar desfalcado. Sexualidade, depressão, preconceito, conflito de geração, os temas são infinitos e eles permeiam entre eles como se tivesse o mapa em mãos.

Dedico esse parágrafo exclusivamente para falar sobre a questão do amor que a série aborda e centraliza. Sabe quando você sabe de algo, mas você só percebe que sabe disso quando algo estrala algo de você? Acabei de perceber isso escrevendo essa matéria. O tema central de todos, mais importante, o hiper blaster máster da série é AMOR e todas as suas formas e todas as suas dificuldades. Amor. Amar o vizinho que pode ser meio perdido, mas que não pensa duas vezes na hora de te ajudar no que precisar e quando precisar. Amar os amigos que se apresentam das mais variadas formas. Compreender (o que para mim não deixa de ser uma forma de amor) o próximo com o qual não temos amizade. One Day At a Time é alto-astral, é uma série que te faz querer dançar às músicas latinas dos anos 60, que te faz querer sorrir e que te faz querer ter – e correr atrás –  de um mundo melhor. Um mundo cheio de abuelitas que apesar de não compreender o que a pessoa está passando, de não conceber como aquilo é real, ela apoia a suporta; porque para ela não importa se a dificuldade é real, para ela não importa se o que lhe foi dito existe. Para a abuelita o importante é que a pessoa que ela ama seja feliz, então ela vai oferecer suporte, amor e vai defender e oferecer segurança em seus braços. E isso é lindo.

Vocês precisam me entender quando eu digo isso gente, eu preciso que vocês assistam essa série e entendam o que eu quero dizer que o mundo precisa de abuelitas que amam mesmo na escuridão da não compreensão.
"Salvar o mundo demora"

03 fevereiro 2018

Quem É Você Alasca? - John Green | Por Maria Salles

10:00
O livro já foi resenhado aqui no blog pela Amanda e pela Pri, você pode ler o que as duas acharam do livro aqui.

Quem é você, Alasca?, de fato. Minha aventura com esse livro começou em dezembro do ano passado quando terminei Tartarugas Até Lá Embaixo, do John também e amei, e percebi: caramba, nunca li nada mais do Verdinho a não ser A Culpa É das Estrelas há 5 anos. De lá para cá eu cresci, e o livro que eu amei, comecei a achar só legal. Estava com medo do John não desenvolver a escrita dele e manter essa fórmula dele de escrever livros que vá agradar os jovens e vender e ponto. Então pensei com meus botões enquanto remoía: poxa será que Tartarugas é tudo isso ou eu estou cega pela adrenalina pós-leitura? Foi quando decidi que eu precisava de comparativos. O que é óbvio, depois que você para pra pensar, quanto mais você lê um autor mais você o conhece. Pedi a opinião da Pri (que inclusive me emprestou esse livro) e ela achou que eu fosse curtir mais Quem É Você Alasca?  E aqui estou eu na maior introdução da história.

Quanto aos três títulos acima do Verde que eu citei, Alasca está ganhando disparado de ACÉDE, mas perde muito para Tartarugas. A história se passa em menos de um ano e começa quando Gordo (um apelido irônico, pois ele é magrelo) se muda para um internato longe dos pais e mora nos dormitórios do colégio junto aos outros estudantes. Sempre sozinho antes disso, lá ele faz seu primeiro melhor amigo, Chip, e conheceu a primeira garota pela qual ele se apaixona, Alasca – a do título, isso mesmo. Faz amizades, descobre o que é ser jovem, e como se divertir. Estava indo tudo tranquilo e normal e feliz para Gordo que tinha uma vida pacata e solitária e chata antes de se mudar. Até o Grande Acontecimento.
"Eu tento ser corajosa, sabe. Mesmo assim, continuo estragando tudo. Continuo fazendo merda."
O Grande Acontecimento ocorre um pouco depois da metade do livro e é algo que não tem como abordar de maneira mais objetiva, ou acabarei dando muitos spoilers e apesar do livro ter anos eu não quero isso. Mas então, o Grande Acontecimento vem e muda a vida de todo muno. De Gordo, de Chip, de Alasca e seus amigos. Todos são brutalmente afetados e se envolvem em uma busca sem fim na qual eles não têm certeza se terão uma resposta – ou sequer se querem saber qual é.

O que achei interessante nesse livro do John, o que diferiu de ACÉDE é o quão realistas esses personagens são. Quero dizer, eles não são romantizados, são jovens que fazem besteira e são barulhentos que acham que sabem tudo e os adultos que são idiotas. Quero deixar todos de castigo e ainda lavar suas bocas com sabão. Para não dizer que eles não são romantizados, a Alasca é. Ela é objeto de desejo de Gordo, então sua visão dela é deturpada, ele vê o que quer e como quer; mas ainda assim era possível reconhecer que, além da Alasca que era apresentada, que é a Alasca do Gordo, tem a Alasca real que quase não víamos e que ficava praticamente escondida. Dai – e por vários outros motivos – o título.
- Sabe quem você ama, Gordo? Você ama a garota que faz você rir, que vê filmes pornograficos e bebe com você. Mas não a garota tristonha, mal-humorada, maluca.
De todos os personagens achei a Alasca mais interessante, talvez por ser a mais misteriosa já que não tínhamos contato com ela de fato, já o mais insuportável era o Gordo. Escutem o revirar dos meus olhos. Acredito que tenha feito e faça mais sucesso com a turma da faixa mais jovem (tipo entre 15-20 anos) por ser mais próxima a realidade, mas foi um bom passatempo, tanto que eu li em um dia mesmo. Ele é bem tranquilo, com uma linguagem jovem e, aqui cito minha mãe, “do tipo que não gasta neurônios” (eu amo quando ela fala isso!)


Título Original: Looking For Alaska
Título Brasileiro: Quem é você, Alasca?
Autor (a): John Green
Ano: 2013
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 229
Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".
Avaliação:

02 fevereiro 2018

"Desventuras em Série" Pode Ser Finalizada na Terceira Temporada

14:23
A série produzida pela Netflix, Desventuras em Séries, baseada nos livros homônimos de Lemony Sicket pode ter seu fim na terceira temporada, segundo Neil Patrick Harris, o ator que faz o vilão da história, Conde Olaf.
Os irmãos Baudelaire: Klaus (Louis Hynes), Sunny (Presley Smith) e Violet (Malina Weissman).
Segundo uma entrevista à TVGuide, três temporadas seria o suficiente para cobrir os treze livros já publicados.
Nós intencionalmente temos sido bem verdadeiros e factuais e leais aos livros.
Ainda acrescenta que "Adicionamos alguns personagens que não estavam nos livros, adicionamos algumas músicas que não tinha como colocar nos livros, mas a maior parte nós nos atemos à estrutura que já funcionava."

A primeira temporada de Desventuras em Série está disponível na Netflix e a segunda estreia em março. Atualmente as gravações da terceira já se iniciaram. Os livros foram publicados no Brasil pela editora Companhia das Letras.